Como devemos lidar com o luto pela perda de um animal de estimação?

2018-10-17T19:38:41+00:00 janeiro 30th, 2018|Artigos|

Uma das formas de lidar com o luto seria primeiramente entendê-lo. Nossa sociedade não foi educada para falar da morte, mas é necessário aceitar que ela faz parte de um processo doloroso, porém natural do ser humano. O tutor poderá passar de maneira mais saudável por esse processo da perda de um pet, quando se permitir experimentar essa dor ao invés de reprimir ou até mesmo se envergonhar dos seus sentimentos.

É comum nessas horas ouvirmos dos tutores: “Nunca mais quero ter outro animal! ”; quando na verdade o que ele está querendo dizer é: “Não quero sofrer como estou sofrendo nunca mais! ”. É claro que a dor da ausência, a angústia e o medo de ter que passar pelo sofrimento de novo, podem falar mais alto e é importante saber que a saudade, a tristeza, o choro, a raiva, a culpa, a irritabilidade ou até mesmo a falta de sono e apetite podem fazer parte desse processo de luto.

Nesses casos, embora a lembrança fique sempre presente, a tristeza vai perdendo a intensidade com o passar do tempo, mas entender que não há tempo exato para a tristeza passar, pode ajudar na recuperação e possibilitará a integração emocional. Sugerimos substituir esses pensamentos ruins que geram aquele aperto no peito, pelas boas lembranças do animalzinho que se foi.

Partilhar este momento com outras pessoas que compreendam esta mesma dor pode ajudar também. E para quem deseja ajudar quem passa por esse momento difícil, respeitar a dor do outro é primordial. Lembrar que cada um é um, que nos diferenciamos na maneira de sentir, reagir, amar e saber que medir ou querer comparar o amor, tentar convencer da irrelevância da perda, usar frases prontas ou julgar a dor do outro não ajuda! Mas só o fato de estar perto dessa pessoa e realizar gestos simples de carinho é preferível quando não se sabe o que dizer nessas horas.

É necessário reconhecer que no início é comum a dor ser mais intensa, pois há uma quebra de toda uma rotina, mas com o tempo esses sintomas serão superados e o tutor estará pronto para receber com entusiasmo um novo membro na família, pois estará pronto para amar novamente. Mas se a dor demorar muito a passar e se estiver difícil viver este momento sozinho, não se permita prolongar o sofrimento, o acompanhamento psicológico poderá dar o suporte necessário na compreensão de todo esse processo e ajudar a sair dele.