Ter ou não ter um novo membro na família, eis a questão?

2018-06-27T17:30:10+00:00 junho 15th, 2018|Infância, Pets, Psicologia, Sem categoria|

Ter ou não ter um pet? O seu filho só fala nisso? Você já sabe o que fazer?

Tenho certeza que em algum momento da vida muitos pais já ouviram ou ainda vão ouvir essa frase de seu filho: “Ah não, mãe! Deixa? Deixa, pai?!! Deixa? Por favor, deixa? Eu quero um cachorrinho!”

Olá, eu sou Júlia Ione, Psicóloga no APF (Acompanhamento Psicológico Familiar) do CMV Jardim América e compartilharei mensalmente com vocês algumas vivências nesses mais de vinte anos de atuação como psicóloga, sem deixar passar minhas experiências pessoais com o intuito de interagirmos e nos aproximarmos, vamos juntos?!

Para estrear esse meu primeiro texto do blog, contarei minha experiência pessoal na decisão de ter um pet ou não, quando há mais de trinta anos atrás meus filhos insistentemente nos pediam para ter o seu primeiro “animal de estimação”. Ao final do texto vocês saberão não só um pouquinho da história da nossa família, mas também do despertar do amor que fez surgir o CMV Jardim América.

Então vamos lá…naquela época, meus filhos estavam por volta dos oito/dez anos de idade e eu tive que pôr na balança diversos fatores para decidir, junto ao meu esposo, o que faríamos, pois ter um animal de estimação em casa exige alguns cuidados.  Além disso, tive que passar por cima dos meus preconceitos inconscientes, pelas crenças limitantes que possuía sobre animais e enfrentar o medo pavoroso que eu tinha de cachorro (imaginem só!)

Após analisar todos esses fatores e olhar os benefícios que a vinda de um animalzinho poderia trazer para nossa família, nós decidimos deixá-los ter aquela experiência tão sonhada e dissemos: “Sim, tragam então a Chispita!”, nosso primeiro “bichinho de estimação”.

Ah, meus amigos, ter a Chispita foi uma experiência fantástica! Ela era tratada como uma princesa e nos presenteava com filhotinhos todos os anos. Ainda hoje quando nos reunimos, as recordações daquela “vira lata” pretinha, “arteira”, que nos trouxe tantas surpresas e alegrias nos rendem gostosas gargalhadas. Após a tão esperada decisão, “liberamos geral” e aceitamos em nossa casa tartaruga, pássaros pretos, periquito, cachorros de várias raças e de diferentes tamanhos, enfim, nosso lar parecia mais um zoológico.

Em conversa com meus pacientes que também passaram por esse processo de decisão, eu pude comprovar que a minha experiência, o que eu lia e leio até hoje sobre se ter um “melhor amigo” é uma decisão acertada, pois os benefícios são incalculáveis.

Alguns desses benefícios são porque os animais de estimação são uma ótima opção para o lar que tem crianças, pois fazem com que elas sejam mais companheiras, sensíveis, ativas e despertem o senso de responsabilidade. Os pets podem ajudar ainda ao fazer companhia a filhos únicos, para pessoas em quadros de depressão; pessoas com tendências de isolamento, além de serem excelente companheiros para idosos, sendo fonte de afeto e amor incondicional. Estudos mostram também que os animais são excelentes complementos nas mais diferentes terapias para crianças autistas, hiperativas etc.

Ah! As crianças…vejo que de maneira geral, a grande maioria delas se encanta com os pets. Sinto como se de um lado a alma pura e infantil da criança fosse atraída por outra pura, a “alma” do melhor amigo do homem! Atualmente tenho acompanhado isso mais de perto ao ver o comportamento do meu próprio neto, hoje com dois anos de idade, o João Luís. E penso, “Como impedi-los de algo tão natural?”

A minha experiência familiar somada a de diferentes famílias que atendi e me relataram suas vivências com os animais, pude perceber que o sentimento de união entre os membros da família é algo muito presente. No nosso lar, por exemplo, parecia mais um laboratório de aprender a cuidar do outro, portanto, cheio de oportunidades para experimentar a multiplicação dos dons divinos, o amor!

E foi vivendo essa união que o amor pelos animais foi brotando no meu coração e ao mesmo tempo o via expandindo em todos da família. Lembro que já naquela época ouvia meus filhos dizerem que quando crescessem iam ser veterinários para continuar sendo cuidadores e eu os incentivava. Acho que a essa altura vocês conseguem identificar o despertar do amor aos animais que meus filhos, Vinícius e Thaís, carregam até hoje e o aplicam em suas empresas.

Para finalizar, espero ter contribuído de alguma forma para sua decisão. Reflita bem, exponha aos membros da família, designe responsabilidades a cada um, decidam em conjunto e depois venham nos contar. Hoje tenho a certeza que foi uma das decisões mais sábias que já tive na minha vida ao dizer aquele sim, pois ouvi o meu coração.

Eu silenciei, senti, ouvi e segui!  Agora é com você!

                                                                                   Psicóloga: Júlia Ione Linhares de Castro